sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Massacre nas Ilhas Faroe

Hoje tomei conhecimento de um "ritual" monstruoso que acontece na ilha Faroe, na Dinamarca. Trata-se de um ritual de passagem do adolescente para a vida adulta, e consiste em simplesmente atrair golfinhos da espécie Calderon, que vêm de encontro ao homem com o único objetivo de brincar, e matar o maior número de golfinhos possível.


Será mesmo que na Dinamarca esse ato cruel é considerado 'maturo' o suficiente pra celebrar a passagem pra vida adulta?

Os Golfinhos Calderon são mortos com ganchos grossos presos à uma corda, que não dão morte instantânea. Ficam sofrendo, desmaiam e acabam se afongando no próprio sangue.


Enquanto morrem, os golfinhos fazem um barulho agudo, muito semelhante ao choro de um recém-nascido.

Até quando esse massacre vai continuar sendo praticado como uma tradição? Divulgue, e faça com que essa atrocidade seja conhecida e acabe com esse crime de vez!



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dezesseis

João roberto era o maioral, o nosso Jhonny era um cara legal.
Ele tinha um Opala metálico azul, era o rei dos pegas na Ala Sul... Em todo lugar.
Quando ele pegava no violão conquistava as meninas e quem mais quisesse ver. Sabia tudo da Janis... Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones.
Mas de uns tempos pra cá, meio sem querer, alguma coisa aconteceu. Jhonny andava meio quieto demais, só que quase ninguém percebeu.
Jhonny estava com um sorriso estranho quando marcou um super pega no fim de semana. "Não vai ser no Casebre, nem no Lago Norte e nem na Wenny P."
As máquinas prontas, um ronco de motor, a cidade inteira se movimentou. E Jhonny disse: "Eu vou pra curva do Diabo, no Sobradinho, e vocês?"
E os motores saíram ligados a mil, na estrada da morte, o maior pega que existiu. Só deu pra ouvir foi aquela explosão, e os pedaços do Opala azul de Jhonny pelo chão.
No dia seguinte, falou o Diretor: "O aluno João Roberto não está mais entre nós."
Ele só tinha 16... Que isso sirva de aviso pra vocês.
E na saída da aula, foi estranho e bonito... Todo mundo cantando baixinho: "Strawberry fields forever... Strawberry fields forever."
E até hoje quem se lembra diz que não foi o caminhão, nem a curva fatal, e nem a explosão. "O Jhonny era fera demais pra vacilar assim... E eu que diga que foi tudo por causa de um coração partido..."
Um coração.
Já não sei quantas vezes eu disse: "Essa é uma amiga pra sempre." Em todas as vezes o resultado foi contrário. Por isso não faço promessas, não espero mais nada de ninguém. Deixo a vida me levar. Enquanto isso, a gente planeja o 'pra sempre'.

domingo, 10 de outubro de 2010

Memórias Profundas

É muito difícil começar um texto. Margem, parágrafo, ponto. As coisas não deviam ser tão difíceis assim. Quando escrevo, tento passar meus pensamentos pro papel, sem que o texto pareça uma colagem de revista mal-feita, sem que tenha gosto de jujuba velha. É isso que tenho pra dizer, é muita coisa pra um começo.